domingo, 21 de fevereiro de 2010

Maciço da Tijuca


Aproximadamente, em 1760, a Floresta da tijuca sofreu devastação de sua vegetação primitiva em detrimento ao ciclo do café que também teve sua proeminência no local. Posteriormente, com o declínio do ciclo cafeeiro, a área em questão foi valorizada para a obtenção de água (em mananciais) para o abastecimento da cidade do Rio de Janeiro.
Devastada e degradada por conta da implantação do ciclo cafeeiro, a floresta voltou ao seu ápice estrutural a partir do reflorestamento propiciado pelo Major Archer classificando-a como floresta secundária tardia. É claro que é válido ressaltar a existência de várias espécies vegetais primitivas na área. Entre elas, podemos destacar: o cedro, ipê, palmito, caeté, entre outros. Dentre as espécies que foram introduzidas no processo de reflorestamento, temos: mangueiras, bambus, jambeiros, etc..
Em termos de fauna, o maciço abriga animais e insetos de inúmeras espécies. Grupos de gambá, sagüi, macaco-prego, iguana, jararaca, podem ser mensurados. Muitas espécies se escondem dos visitantes ou tem hábitos noturnos.
Em termos pedogenéticos os solos possuem, acima, uma camada de serrapilheira que impede algumas erosões hídricas, como o run-off e a erosão por splash. Enfatizando que a camada referida, impede o impacto direto da chuva no solo. A vegetação arbórea é bem estratificada o que dificulta a entrada de água e luz no ecossistema local.
Um problema associado à esfera antropogênica são as trilhas existentes no interior da floresta e que são utilizadas pelos visitantes. Ao caminharem por essas trilhas, o solo fica compactado. O fluxo superficial da área, especificamente nas trilhas, é acelerado causando, muita das vezes o carregamento do solo e provocando buracos no mesmo.

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