Em pleno Meio Técnico Científico Informacional que se caracteriza pela informatização atrelada a agilidade das informações, os valores muitas vezes se perdem com tantas opções tecnológicas. Qual estratégias devemos utilizar para conscientizar a criança e o adolescente sobre a importância de preservar o ambiente?
Constituí-se tarefa mais acessível aos educadores a tentativa de validar que a natureza precisa de cuidados especiais e que sem essa percepção as gerações futuras ficarão comprometidas.
A Educação Ambiental (E.A.) formal que funciona dentro de uma formalização institucional e tradicionalmente se dá no âmbito de instituições de ensino (Art. 9 da Lei 9597/99) tem sido uma grande aliada na tentativa de conscientizar sobre a importância da preservação ambiental através de palestras, debates, atividades em sala de aula, produção de materiais (cartezes, cartilhas, vídeos, etc.), atividades extra-classe com o estudo dos problemas sócios-ambientais, desenvolvimento de projetos (inclusive o PPP - Projeto Político Pedagógico), horta comunitária, entre outros. Além do que os temas pertinentes `a Educação Ambiental são transversais, ou seja, são trabalhados de maneira interdisciplinar; discorrem por todas as disciplinas o que favorece a compreensão e o exercício da criticidade a partir de múltiplos olhares.
Geralmente `a prática educativo-crítica nesta maneira de aplicar a E.A. (Educação Ambiental), parte de uma lógica interna para atingir também o âmbito externo.
Segundo Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia (2000), o papel do educador não é apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo e que uma das belezas da profissão, mesmo defasada é que a maneira de estar em sintonia com o mundo como seres históricos e conscientes de nossas responsabilidades sociais, significa a capacidade de intervir no mundo conhecendo o mesmo.
Recentemente, realizei algumas pesquisas (para a monografia) com discentes do primeiro e segundo segmentos de instituições de ensino particulares. Pude constatar maior empenho, preocupação e dedicação com o meio ambiente por parte dos alunos do terceiro ano (primeiro segmento) ao sétimo ano (segundo segmento). Os alunos do oitavo e nono anos do segundo segmento, em sua maioria (não em totalidade), priorizam encontros, festas, relacionamentos, esteriótipo, entre outros. Concluí-se a partir disso que os mais novos estão mais suscetíveis `a assuntos referentes ao Planeta e ao meio ambiente. É claro que a tarefa do educador, independente da vulnerabilidade do discente é estimular a refexão crítica criando as inúmeras possibilidades para a construção do conhecimento que promulga mudanças nas atitudes.
Parabéns pelo texto! Li o mesmo na publicação da Cândido.
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